segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A grande descoberta - 03/2008

-Descobri! Descobri! 
-O quê? 
-O que eu quero de um homem. Eu finalmente descobri. 
-Um filho. 
-Não! Eu achava que era…mas no momento não tenho saco nem pra imposto de renda uma vez por ano, vou ter pra filho a vida toda? 
-Alguém pra trepar domingo...sabe aquele tesão ridículo que dá ler um livrinho depois do almoço? 
-Isso é umas. Mas não é isso. 
-Não vai me dizer que é dinheiro. 
-Não, isso é bom pra fazer piada em roteiro. Mas na vida real me dá bode. 
-Alguém pra ficar na salinha de espera do Samaritano enquanto o médico tenta separar seu dedão das costas da mão, pós surto de ansiedade? 
-Isso também parece ser algo lindo enquanto se luta por, mas quando se consegue, a vida fica chata que só. 
-Cinema? 
-Prefiro ir sozinha. Juro. É bizarro. Mas adoro ir sozinha ao cinema. 
-Sair da toca protegida? 
-Prefiro sair com as minhas amigas. Com homem o bom é ficar na cama, sair é pra caçar homem, o que não faz sentido com um. 
-Jantar? 
-Então, eu não como desde 2004. 
-Amar? 
-Hmmmm, eu já dedico isso inteiramente a mim e estou longe de me dar o suficiente. 
-Então eu não sei. 
-Eu quero tratar mal. Eu quero tratar mal. Eu quero tratar mal. Eu quero tratar maaaaaaaaaal !!!!!!!!!!! 
-Esse é o problema das mulheres. 
-Querer tratar vocês mal? 
-É, só querer. A gente vai lá e trata. Fim da obsessão. 

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